(ig.no. rân.ci:a)
1. Característica ou estado de quem ignora; falta de saber, de conhecimentos; DESCONHECIMENTO [ antôn.: Antôn.: instrução, conhecimento ]
2. Estado de quem não tem informação ou não está a par de algo: Mostra total ignorância desses fatos.
3. Imperícia, inabilidade, incompetência: É lamentável a ignorância desse pintor.
4. Rudeza, grosseria: Demonstra sempre ignorância no trato com os outros. [ antôn.: Antôn.: gentileza ]
5. Estupidez, boçalidade.
[F.: Do lat. ignorantia, ae.]
Num processo de separação litigiosa, qualquer ação ganha tamanho desproporcional comparado com o que seria numa simples ação cotidiana.
Desde o começo, a única certeza que se tem, é que independente de quem tem co a guarda da criança ( mesmo que seja uma liminar) , tanto pai e mãe continuam exercendo a função que lhes é cabida.
Devem sim participar das decisões que atuam diretamente na vida do filho. Isso vale mesmo se a guarda já fosse definitiva.
Na segunda-feira, tentei com que a diretora do colégio onde meu filho estuda em Brasília –provisóriamente- me mandasse o cardápio da escola e um relatório de como ele esta se adaptando no colégio.
Não consegui.
Uma mãe tem sim o direito e DEVER de saber se o filho frequenta a escola, se vai ao médico, psicólogo, se esta comendo bem, atividades enfim, tudo.
Eu não conheço essa nova escola. Não pude sequer opinar na escolha (poderia ter brigado por isso). Nao sei mais o nome do dentista, do medico, nada.
Sei o nome da escola e que é pública. Não sei como são os espaços, se são seguros e muito menos que metodologia é usada.
A escola não tem site e dificulta esse conhecimento.
Tentei duas aproximações por telefone com a diretora. Pra mim seria muito fácil, já que estaria lidando com uma profissional de educação . Na primeira, só descrevi os fatos e pedi que relatórios fossem enviados. Passaram mais de 30 dias e nada. Tentei um segundo contato, onde essa mesma profissional foi muito áspera, me aconselhou a entrar em “consenso” com o pai da criança (mesmo sabendo que há um processo grave e litigioso correndo) e que não me enviaria nada em relação ao Théo. Que o pai disse que tinha a guarda portanto ele é o único responsável pelo filho.
Me calei com tanto absurdo.
Fiquei passada. Tudo isso só porque eu queria saber se meu filho esta bem na escola.
Numa consulta com uma psicóloga infantil soube que isso é muito comum, é de “praxe”. O alienador chega com um discurso comovente, e como o contato é unilateral, o educador acaba por tomar um partido. Mas não compreendo a falta de conhecimento legal numa situação como essa. Como confiar numa escola que não tem acesso a própria lei?
Nesse caso, a diretora me disse que existem muitos casais nessa mesma situação e que ela sabe exatamente como lidar.
Talvez não saiba.
Lei 9394/96 que dispõe sobre as diretrizes e bases da educação nacional reza em seu artigo 12 que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do sistema de ensino, terão a incumbência de: (...) VII – Informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola”;
As medida legais foram tomadas.
Em breve, oficialmente ela vai ser obrigada a me enviar os relatórios.
Mas deveria ser assim?
Não teria alguma forma de INFORMAR esses profissionais de como age a lei?
É uma escola do governo, essa então deveria estar mais a par da constituição, direitos e deveres. E, principalmente de como lidar com situações e pessoas que estão vivendo momentos distintos em suas vidas.
A primeira escola foi selecionada com muito amor e procura.
Desde de sempre sabíamos que Theo teria que crescer num espaço onde sua liberdade fosse respeitada, seu direito de escolha também. E de uma maneira que entendesse que a disciplina e força de vontade seriam o combustível de sua vida.
A Lumiar era perfeita.
Não foi uma decisão fácil. A educação pra mim é fundamental na construção da personalidade de uma pessoa.
A Lumiar tem uma metodologia particular, "é uma escola que valoriza a aprendizagem significativa, a convivência democrática e a autonomia de cada indivíduo". A arte é muito presente no curriculum.
Hoje não sei como é a escola de meu filho.
Não posso viajar por causa do tratamento e por isso não poderei conhecer o lugar. E penso que se tivesse ido teria sido recebida com o mesmo rancor que fui atendida ao telefone.
Tudo isso por ter solicitado informações escolares sobre meu filho.
Espero ter contribuído com a escola. Agora, já se sabe que tenho direito sim como qualquer outra mãe.
O que nunca vou entender é a ignorância e a falta de ternura.
eu sempre fico chocada com algumas atitudes vindas de profissionais que, ao menos em tese, deveriam servir de espelho para crianças ou adolescentes. e é aí que eu pergunto: o que se pode esperar dos educandos a cargo de educadores como essa estúpida a que vc se refere? e como é que uma mulher como essa dirige uma escola?
ResponderExcluirbj
Eu como mãe e pedagoga, to aqui chorando,
ResponderExcluirNa certa essa senhora não tem filhos....Nao conhece a humanização da educação
To chocada.
Sempre venho aq.....Vcs sempre em minhas preces
Olá, Elaine
ResponderExcluirSou solidária à sua luta, em todas as frentes. Mas também entendo a posição da diretora da nova escola do seu filho. Já explico.
Sou professora de escola pública municipal em São Paulo, e conheço situações semelhantes. Com certeza, seu ex-marido avisou a escola sobre a disputa pela guarda do Théo, e da decisão judicial atual. Deve ter colocado uma cópia do documento com essa determinação no prontuário dele. A diretora está numa posição extremamente delicada, pois responde por todos que trabalham e estudam na escola e por tudo o que acontece em suas dependências. Pode ser responsabilizada e penalizada por atos que nem cometer, mas é a diretora. Dessa forma, sabendo da decisão judicial, que não permite que você veja o Théo livremente, ela não quer arriscar-se, e não está infringindo a constituição nem a LDB, pois a situação é especial, e determinada por um juiz.
Sei que enquanto tudo não se resolve, o tempo parece interminável. Mas vai passar. Logo tudo estará no seu devido lugar.
Grande abraço e fé na vida!
Carin
Puxa Elaine....que lástima. Sempre lamento à ignorância que vem do coração. Esse para mim é o verdadeiro ignorante: aquele que não quer ver.
ResponderExcluirE, nesse caso, o pai do Theo, para mim, carrega esse título por inteiro.
Tente não culpar a diretora, que está agindo por medo.
Sabes que atualmente moro em Brasília, posso ajudar por aqui no que for preciso. Tenho duas amigas com filhos de idade próxima a do Théo em escolas públicas. Qq coisa me procura!
beijos!
Olá, essa situação é muito dificil, eu nem sou mãe e não sei se estou certa, mais eu acredito que essa apreensão deve deixar-te com a cabeça a mil, tenha paciência e fé, você precisa ser forte para suportar tudo isso, eu nem te conheço e sei o suficiente para saber que você é uma pessoa forte, e algumas pessoas como eu se espelha em pessoas assim como você, parabéns, eu sei que o seu caso não devia ser exemplo para ninguém pois nada justifica o que você está passando, mas nós aprendemos que a vida nunca é justa, nós é quem temos que nos unir e lutar por justiça.
ResponderExcluirMe diga como posso, lhe ajudar, algum abaixo assinado, qualquer coisa.
Abraços e saúde.
Elaine, também moro em Brasília, se eu puder ajudar me avise! É seu direito a participação na vida do seu filho já que vc não está não está destituída do poder familiar. Nem sei mais o que dizer, estou realmente comovida pela sua situação e disposta a ajudar no que vc precisar!!
ResponderExcluirMeu e-mail é tatianabb71@gmail.com
Beijo, Tatiana.
Entendi que talvez a diretora tenha agido por medo, mas será mesmo que fornecer informações tão básicas possam realmente oferecer perigo? No meu entendimento você, Elaine, não estava fazendo nada que prejudicasse o andamento do processo, só queria saber como é atualmente a escola que é responsável pela formação de seu filho.
ResponderExcluirForça! Espero que tudo se resolva brevemente!
Brigue na Justiça. É lento, muitas vezes, mas não é a pior do mundo. Procure a Defensoria Pública, é o um órgão do governo que disponibiliza advogados gratuitamente, caso você não tenha como pagar por um para demandar em cada caso.
ResponderExcluirElaine, fiquei chocada com isso tudo, é inaceitavel uma atitude com essa vindo de uma pessoa que deveria ajudar nesse processo de separaçao dando apoio a criança, ate pq mesmo q vc nao tenha a guarda do seu filho, é uma maldade vc ligar na escola e a diretora te tratar desta forma.
ResponderExcluirFiquei realmente chocada, grave essas ligaçoes, grave tudo, acho q é desumano o q estao fazendo com vc, nao se pode separar um filho da mae dessa forma!!!
Elaine tenho acompanhado diariamnete teu blog, e penso em ti todos os dias, tenho dois filhos de 3 e 1 anos.
ResponderExcluirEu entendo sua revolta com esta"profissional", mas lembre-se q pessoas de fora qu não leem e não sabem da sua historia só vem a acusação serissima de pedofilia!!!!
Vc tem que ir devagar e tentar mostrar quem realmente é o vilão dessa história, afinal casos de pedofilia existem muitos e chocantes...
Sorte e coragem
Luz no coração
beijos
Caroliny
Desculpe, mas nada justifica. Ainda que você fosse uma criminosa da pior estirpe, o que está pedindo é simplesmente informação. E não existe nenhum motivo pra informação não ser enviada. E sim, como diretora de uma escola, deveria se informar quanto aos deveres perante os pais de seus estudantes. Tudo muito lamentável, mas eu imagino que nada mais te assuste. Sua força é contagiante.
ResponderExcluirAi, Elaine, é o fim dos tempos.
ResponderExcluirReceba meu abraço, conte comigo se quiser divulgar, informar, gritar.
Passa lá no meu blog e me conta como posso ajudar, please please?
E sinta-se muito abraçada.
Roberta